Foca leopardo
A foca-leopardo (Hydrurga leptonyx) é uma foca que habita os mares em torno da Antártida, mas também pode ser encontrado nas costas do sul da Austrália, Tasmânia, África do Sul, Nova Zelândia, Ilha Lord Howe, Terra do Fogo, Ilhas Cook e costa atlântica da América do Sul. Ela pode viver 26 anos, possivelmente mais. Estes animais são predadores e alimentam-se de pinguins, cefalópodes e outras focas, como a foca-caranguejeira. A orca é o único predador natural da foca-leopardo.
As focas-leopardos são grandes e musculosas, tendo uma cor cinza, um pouco mais escura nas costas e mais clara na barriga. As suas gargantas são esbranquiçadas e apresentam manchas pretas, que dão origem ao seu nome popular. As fêmeas são normalmente maiores que os machos, medindo em torno de 2,4 a 3,6 metros e pesando até 600 kg, enquanto que os machos medem de 2,4 a 3,2 metros e pesam até 400 kg.
O seu sentido de visão e olfacto é extremamente desenvolvido. Os seus sentidos, combinados com o seu corpo hidrodinâmico, permitem que as focas se movam rapidamente pela água, o que a torna uma exímia predadora. Como a maioria dos carnívoros, os seus dentes da frente são afiados, mas seus molares fecham-se de uma maneira que lhes permite peneirar krill (uma espécie de camarão) da água.
As focas-leopardo vivem nas águas geladas em torno da Antárctida. Durante os meses de Verão, elas caçam entre as banquisas (camada de gelo resultante do congelamento das águas do mar nos pólos) em torno do continente, passando a maior parte do tempo na água. No inverno, as focas migram para o norte, para as ilhas subantárticas, mas ocasionalmente podem ser vistas na costa sul da Nova Zelândia, Austrália e América do Sul. Os animais são geralmente solitários, só se agrupando na estação de acasalamento.
Elas se alimentam de uma grande variedade de animais: lulas, pinguins, krill, peixes oceânicos e, com menos frequência, pequenas focas.
Quando caça pinguins, a foca-leopardo patrulha as águas perto das bordas dos icebergs, quase completamente submergida, esperando que as aves entrem no oceano. Eles matam as aves marinhas agarrando-as pelas barbatanas e empurrando seus corpos contra o gelo repetidas vezes, até que estejam mortas e esfoladas.
Em 2003, uma foca-leopardo apanhou uma bióloga mergulhadora e matou-a. Mesmo que alguns ataques de focas-leopardo já tenham sido anteriormente documentados, este foi o primeiro que resultou em morte.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Phocidae
Gênero: Hydrurga
Espécie: H. leptonyx
Elefante marinho
O elefante-marinho (Mirounga sp.) é um mamífero carnívoro pinípede, focídeo, perfeitamente adaptado à vida aquática.
Os elefantes-marinhos são grandes mamíferos: a fêmea atinge 3,50 metros e o macho até 6,5 metros, pesando até 4 toneladas. A cabeça é grande, com olhos grandes e salientes e arcadas superciliares com pêlos rígidos. Nos machos, o nariz alonga-se numa espécie de tromba, que originou o nome popular da espécie. Os membros anteriores, apesar de robustos, não proporcionam bom rendimento em terra; os posteriores, muito fortes, com cinco dedos e fendidos ao meio, formam uma espécie de remo cada um.
Os elefantes-marinhos passam cerca de 80% das suas vidas a nadar nos oceanos, podem estar até 80 minutos sem respirar e mergulhar até aos 1700 metros de profundidade.
A época de reprodução dura apenas cerca de um mês no Verão do hemisfério onde vivem. Neste período as fêmeas concentram-se em colônias numerosas localizadas e praias e separadas por haréns controlados por um macho dominante. A fêmea dá à luz uma cria, que amamenta apenas durante este período sem nunca se afastar para se alimentar. Ao fim deste tempo, já fecundada de novo, a fêmea regressa ao mar abandonando o harém e as crias. Cada macho dominante tem que lutar contra invasões de vizinhos e tentativas de usurpação, ao mesmo tempo que tenta cobrir o maior número possível de fêmeas no seu território. O stress da época de reprodução é tão grande para os machos que muitos deles morrem de exaustão no fim da estação. A esperança de vida média das fêmeas, que atingem a maturidade sexual aos 3-4 anos, é de cerca de 20 anos. Os machos só adquirem o estatuto de macho dominante por volta dos 8 e raramente vivem além dos 10-11 anos.
Os elefantes-marinhos foram caçados em abundância pela sua pele, gordura e óleos e estiveram à beira da extinção no século XIX. Atualmente estão fora de perigo e a sua caça é proibida.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Phocidae
Gênero: Mirounga
Foca barbuda
A foca-barbuda (Erignatus barbatus) é uma foca que habita a região do Oceano Ártico. Vive desde o Norte do Canadá aparecendo em todo o Norte da Europa, chegando até 80-85° da latitude Norte. Pelas estimativas mais recentes, em torno de 30 anos, sua população excede os 500 mil indivíduos. É muito vulnerável às mudanças no ecosistema. São caçadas normalmente com fins de subsistência. Na Rússia, Alaska e Groenlândia.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Phocidae
Género: Erignatus
Espécie: E. barbatus
Orca
Têm uma vida social complexa, baseada na formação e manutenção de grupos familiares extensos. Comunicam-se através de sons e costumam viajar em formações que assomam ocasionalmente à superfície. A primeira descrição da espécie foi feita por Plínio, o Velho o qual já a descrevia como um monstro marítimo feroz.
As orcas utilizam na sua alimentação uma grande diversidade de presas diferentes. Populações específicas têm tendência a especializar-se em presas específicas, mesmo com o prejuízo de ignorarem outras presas em potencial. Por exemplo, algumas populações do mar da Noruega e da Groenlândia são especializadas no arenque, seguindo as rotas migratórias deste peixe até à costa norueguesa, em cada outono. Outras populações preferem caçar focas.
A orca sendo da família dos golfinhos é o único cetáceo que caça regularmente outros cetáceos. Há registos de vinte e duas espécies de cetáceos caçadas por orcas, seja pelo exame do conteúdo do estômago, seja pela observação das cicatrizes no corpo de outros cetáceos ou, simplesmente, pela observação do seu comportamento alimentar. Grupos de orcas chegaram mesmo a atacar baleias comuns, baleias-de-minke, baleias-cinzentas ou, mesmo, jovens baleias-azuis. Neste último caso, os grupos de orcas perseguem a cria de baleia azul, em conjunto com a sua mãe, até ao esgotamento de ambas. Por vezes conseguem separar o par. De seguida, rodeiam a jovem baleia, impedindo-a de subir à superfície onde esta precisa de tomar ar para respirar. Assim que a cria morre afogada, as orcas podem alimentar-se sem problemas.
Tal como os outros golfinhos, as orcas são animais com um comportamento vocal complexo. Produzem uma grande variedade de estalidos e assobios usados em comunicação e ecolocalização. Os tipos de vocalização variam com o tipo de atividade. Naturalmente que, enquanto descansam, emitem menos sons, ainda que façam ocasionalmente um chamamento bem distinto daqueles que usam num comportamento mais ativo.
Os grupos sedentários têm uma maior tendência para a vocalização que os grupos nômades. Os cientistas indicam duas razões principais para este fato. Em primeiro lugar, as orcas residentes mantêm-se no mesmo grupo social por muito mais tempo, desenvolvendo, assim, relações sociais mais complexas - o que implica também um maior desenvolvimento local e uma maior partilha de sons próprios do grupo. Os grupos nômades, como ficam juntos por períodos mais passageiros (algumas horas ou dias), comunicam também menos. Em segundo lugar, as orcas nômades têm maior tendência para se alimentarem de mamíferos, ao contrário das orcas residentes, que preferem peixes. As orcas predadoras de mamíferos necessitam, naturalmente, de passar despercebidas pelos animais que pretendem apanhar de surpresa. Usam por isso, apenas estalidos isolados (o chamado "estalido críptico") para ecolocalização, em vez da longa série de estalidos observada noutras espécies.
Os grupos residentes apresentam dialetos regionais. Cada grupo tem as suas próprias "canções" ou conjuntos de assobios e estalidos que são constantemente repetidos. Cada membro do grupo parece conhecer todo o repertório do grupo, de forma que não é possível identificar especificamente um animal apenas pela sua voz - é apenas possível identificar o grupo dialetal. Uma canção pode ser específica de um grupo ou partilhada por vários. O grau de semelhança nas vocalizações de dois grupos distintos parece estar mais relacionada com a proximidade genealógica dos dois grupos que com a proximidade geográfica. Dois grupos que partilhem um conjunto de ancestrais comuns mas que vivam em locais distantes continuarão a ter um repertório de canções muito semelhante. Isto sugere que as canções passem de mãe para filho durante o período de amamentação.
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
Superfilo: Deuterostomia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Mammalia
Subclasse: Theria
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Família: Delphinidae
Gênero: Orcinus
Espécie: O. orca
Cavalo marinho
O cavalo-marinho (Hippocampus) é um género de peixe pertencente à família Syngnathidae, que vive em águas temperadas e tropicais. Possui uma cabeça alongada com filamentos que lembram a crina de um cavalo. Tem características semelhantes às do camaleão, como mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas. Algumas espécies podem ser confundidas com plantas marinhas e com corais e anêmonas marinhas. Seu tamanho é de aproximadamente 15 cm, com peso entre 50 e 100 gramas. Vivem em regiões de clima temperado e tropical. Podem ser criados em aquários, contanto que a água seja salgada e recebam cuidados especiais, pois são muito frágeis.
Alimenta-se de pequenos moluscos, vermes, crustáceos e plâncton, que são sugados através do seu focinho tubular. Como não tem o costume de ir atrás do alimento, ele come o que estiver a passar por ele. A cauda longa e preênsil permite que ele se agarre às plantas submarinas enquanto se alimenta de pequenos crustáceos.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Osteichthyes
Subclasse: Actinopterygii
Ordem: Gasterosteiformes
Família: Syngnathidae
Gênero: Hippocampus
Tainha montanhesa
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Mugiliformes
Família: Mugilidae
Gênero: Agonostomus
Espécie: A. monticola
Robalo branco
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Centropomidae
Gênero: Centropomus
Espécie: C. undecimalis
Baicu Biocelatus
O Baiacu biocelatus (Tetraodon biocellatus), é um Baiacu dulcícola encontrado no Sudeste Asiático.
O Baiacu biocelatus chega até os 6 cm. São peixes coloridos, com riscas amarelo-esverdeadas nas suas costas. Baiacus biocelatus são relativamente pacíficos diferentemente de outros tetraodontidae. Convivem muito bem com peixes como o Abelhinha e Molinésias, mas todas as espécies de peixes há um risco de incompatibilidade dentro do tanque.
Assim como outros membros da família Tetraodontidae, o baiacu biocelatus é capaz de inflar, mas não o induza a isso, pois o estresse resultante pode matar o animal. Baiacus são moluscívoros e comem muitos organismos bênticos incluindo mexilhões, cardídeos, ostras e krill. Seus dentes em forma de bico, são capazes de quebrar as conchas de suas presas. Em cativeiro, muitos comem caramujos como um substituto dos moluscos de concha dura, mas ainda se mantém suscetíveis à gigantismo.
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Actinopterygii |
| Ordem: | Tetraodontiformes |
| Família: | Tetraodontidae |
| Género: | Tetraodon |
| Espécie: | T.biocellatus |
Baiacu ará
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Tetraodontiformes
Família: Tetraodontidae
Género: Lagocephalus
Espécie: L. laevigatus
Marlim
O termo marlim é a designação comum aos peixes teleósteos perciformes da família Istiophoridae, que são encontrados dos Estados Unidos até o estado brasileiro do Espírito Santo, eventualmente também até no estado do Rio de Janeiro, que possuem uma longa mandíbula superior em forma de bico. Também são conhecidos pelos nomes de agulhão e agulhão-de-vela. O marlim pode atingir até 120Km/h por um curto período de tempo.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Istiophoridae
Golfinho-do-rio-da-prata
O golfinho-do-rio-da-prata (Pontoporia blainvillei) é um cetáceo da família dos pontoporídeos (latim científico: Pontoporiidae) é única espécie de seu gênero, o Pontoporia, que é também o único gênero dentre os pontoporídeos. Também conhecido como boto-amarelo, boto-cachimbo, franciscana ou toninha, pode ser encontrado nas águas costeiras do Brasil (do Espírito Santo à Região Sul) e Argentina, podendo, no entanto, ser encontrado em alguns rios. A espécie adulta vive de 15 à 20 anos, pesa entre 36 kg e 50 kg possui cerca de 1,8 metro de comprimento, bico longo e fino, nadadeiras peitorais curtas e largas e nadadeira dorsal pequena e triangular. Costuma ser confundido com o boto-cinza, devido ao tamanho e aos hábitos tímidos.
É uma espécie ameaçada, e é calculado que só nas redes de pescadores são mortos aproximadamente 1,500 golfinhos cada ano. Por viverem perto da costa, é comum eles caírem nessas redes. Estima-se que existe uma população de 40,000 golfinhos vivendo entre as costas do Uruguai e Brasil.
Gosta de pequenos peixes, lulas e adora camarão. Seu bico longo, com 210 a 242 dentes, é perfeitamente adequado à sua dieta.
Quando estão com 2 ou 3 anos, já estão aptos à acasalar. Os machos também podem se reproduzir ao atingirem 1,3m e as fêmeas com 1,4m.
A gestação dura em torno de 10 meses. Quando chega o período outubro-maio, nasce apenas um filhote que pesa de 7 a 9 kg, medindo em torno de 70 cm.
Vive no litoral da América do Sul, entre a península Valdés, na Argentina, e São Paulo. O golfinho-do-rio-da-prata é a única espécie do grupo dos golfinhos de rio que habita o mar, embora ele penetre distâncias curtas nos rios de sua área de distribuição.
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Superfilo: Deuterostomia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Subclasse: Theria
Infraclasse: Eutheria
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Superfamília: Platanistoidea
Família: Pontoporiidae
Gênero: Pontoporia
Espécie: P. blainvillei
Boto
O boto, também chamado peixe-boto, franciscano e toninha, é um mamífero da ordem Cetacea, nativo da Amazônia e das costas do Atlântico, Pacífico, Índico, Mar Adriático, Mar Arábico, Mar Cáspio, Mar Vermelho e Golfo Pérsico e que é parecido com um golfinho. Os botos são dos poucos únicos mamíferos dessa ordem que possuem representantes vivendo exclusivamente em ambientes de água doce, sendo considerados, por alguns zoólogos, como as espécies atuais mais primitivas de golfinhos.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Peixe-boi-da-Amazônia
Trichechus inunguis, conhecido popularmente como peixe-boi, guaraguá, manati, peixe-boi-da-amazônia e manatim, é um mamífero da família dos triquecídeos que é encontrado em rios e lagos da Bacia Amazônica e da Bacia do Rio Orinoco. Tais animais chegam a medir até 2,8 metros de comprimento, possuindo um corpo cinzento e uma grande mancha esbranquiçada no peito.
O peixe-boi-da-amazônia é o menor dos peixes-bois existentes no mundo, alcançando um comprimento de 2,8 a 3,0 metros e pesando até 450 kg. Seu couro cinza-escuro é extremante grosso e resistente. A maioria dos indivíduos tem uma mancha branca na região ventral. Esta característica, juntamente com a ausência de unhas nas nadadeiras peitorais, ajuda a distingui-lo do peixe-boi-marinho e do peixe-boi-africano. O peixe-boi-da-amazônia é, também, o único que vive exclusivamente em água doce, podendo ser encontrado em todos os rios da Bacia Amazônica. Alimenta-se de gramíneas, sobretudo de canarana.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Sirenia
Família: Trichechidae
Gênero: Trichechus
Espécie: T. inunguis
Leão marinho
O leão-marinho é um mamífero que vive em regiões de baixas temperaturas e alimenta-se principalmente de peixes (como o cherne e o arenque) e de moluscos.
Os leões-marinhos receberam este nome pois nos machos a pelagem é diferente da das fêmeas: eles têm uma espécie de juba, como os leões. Além disso, como eles têm um rugido grave, acabaram sendo chamados de "leão". É um animal pluricelular.
A gestação de uma leoa-marinha dura em torno de 12 meses. Os filhotes chegam a medir 40 cm e, pelo fato de nascerem em terra, só aprendem a nadar depois de 2 meses de vida.
Os leões-marinhos já estiveram muito próximos da extinção. Entre 1917 e 1953, mais de meio milhão desses animais foi abatido por caçadores em busca de sua gordura e de seu couro, usado sobretudo na confecção de casacos. Com a proibição da caça, esses animais, que chegam a pesar 300 quilos e a atingir 3 metros de comprimento (fêmea 140 kg e os machos 300 kg), começaram a se recuperar. Mesmo assim, ainda sofrem com a poluição das águas e, principalmente, com a pesca realizada com redes. Seus maiores predadores são o homem, as orcas, e os tubarões.
Existem várias espécies de leões-marinhos. Algumas espécies são domesticadas pelos jardins zoológicos de todo o mundo para realizarem espetáculos de animação. Leão-marinho-da-patagônia, e leão-marinho-da-califórnia são exemplos de espécies que podem ser domesticadas.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Otariidae
Subfamília: Otariinae
Gênero: Otaria
Espécie: O. flavescens
Camarão de estalo
O termo camarão-de-estalo ou camarão-pistola é a designação comum aos pequenos camarões marinhos, da família dos alfeídeos (Alpheidae), encontrados usualmente entre pedras ou em buracos. Recebe tal nome pois possui um dos quelópodes muito desenvolvido que, ao se fechar, produz não apenas um som de estalo, mas também uma onda de choque que atinge sua presa, se não matando-a, colocando-a indefesa.
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Subordem: Pleocyemata
Infraordem: Caridea
Superfamília: Alpheoidea
Família: Alpheidae
Coral
Os corais podem constituir colônias coloridas e podem formar recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma grande biodiversidade e produtividade.
O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Queensland, Austrália, que é considerado o maior indivíduo vivo da Terra. A maioria das espécies de coral que constroem recifes desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas colônias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega. Os corais são os membros da classe Anthozoa que constroem um exoesqueleto que pode ser de matéria orgânica ou de carbonato de cálcio.
Quase todos os antozoários formam colônias, que podem chegar a tamanhos consideráveis (os recifes), mas existem muitas espécies em que os pólipos vivem solitários, presos ao substrato.
Os pólipos têm a forma de um saco (o celêntero) e uma coroa de tentáculos com cnidócitos (células urticantes) na abertura, que se chama arquêntero. Os antozoários não têm verdadeiros sistemas de órgãos: nem sistema digestivo nem sistema circulatório, nem sistema excretor, uma vez que todas as trocas de gases e fluidos se dão no celêntero, uma vez que a água entra e sai do corpo do animal através de correntes provocadas pelos cílios das células da parede da faringe.
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
Filo: Cnidaria
Classe: Anthozoa
Raia pintada
Aetobatus narinari, popularmente conhecida como arraia-pintada, raia-pintada, pintada, narinari, papagaio, raia-leopardo, ratão-pintado, arraia-chita ou raia-chita, é um peixe da família dos miliobatídeos. A sua boca assemelha-se ao bico de uma ave e a cauda a um chicote com 1 a 5 ferrões. O seu revestimento dorsal é azul-escuro, com manchas brancas; a região ventral é branca, o que lhe permite uma eficaz camuflagem, vista de cima ou de baixo.
Possui uma boca no inferior da cabeça, com dentes serrilhados. Alimenta-se de crustáceos, plânctons, moluscos e outros pequenos animais, como vermes, caramujos e camarões. Para capturar seu alimento, a raia fica semienterrada na areia esperando seu alimento. Quando a presa se aproxima, ela dá um rápido e certeiro bote. Cobrem a vítima com suas nadadeiras peitorais e, em seguida, abocanham a presa.
As raias-pintadas podem ser encontradas em todas as águas tropicais do Oceano Atlântico. No Brasil, ocorrem mais frequentemente no sudeste e sul do país. Elas ficam normalmente no fundo de estuários e baías, apesar de serem capazes de nadar grandes distâncias em mar aberto.
Vive solitária ou em pares e em pequenos grupos, eventualmente em cardumes, nadando próximo da superfície ou do fundo, fica em estuários e baias. Vive entre 15 e 18 anos. Durante sua migração e reprodução, costuma formar enormes cardumes. Nesta época, ao fugir dos predadores, pode ser vista executando saltos espetaculares para fora da água.
Utilizam sua cauda como chicote. A sua cauda possui de 1 a 5 aguilhões serrilhados capazes de inocular um forte veneno. Além de que a raia-pintada, pelo fato de sua coloração pintada, consegue se camuflar na areia quando há risco de predadores.
Seu dorso possui coloração cinza a marrom com manchas brancas nos jovens e anéis desta cor nos adultos. O ventre é branco.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Elasmobranchii
Ordem: Myliobatiformes
Família: Myliobatidae
Gênero: Aetobatus
Espécie: Aetobatus narinari
Raia xingu
Esta espécie contém circunferência ligeiramente oval cartilaginosa, centro do corpo mais elevado, bordas possui espessura mais finas; cauda mais curta que o comprimento do corpo possuindo no final ferrão venenoso usado para sua defesa; boca localizada na região central e focinho curto; por trás da cabeça apresenta dois espiráculos, onde a água entra e sai pelas guelras depois de absorvido oxigênio. Sua coloração possui o dorso negro com manchas brancas, incluindo a cauda, enquanto a parte ventral é branca.
Apesar de ocorrente em uma grande bacia hidrográfica, esta espécie possui intervalo bastante restrito, limitado a Bacia do rio Xingu, e sérios impactos nesta região pode resultar em declínios populacionais. Espécie ameaçada pela perda e degradação de seu habitat, envolvendo o desenvolvimento e expansão da agricultura, pecuária, mineração, pesca e exploração madeireira. Contaminantes da água, originários da cultura domésticas, também são considerados ameaças a esta espécie. São capturas e mortas devido o medo de picada e lesões que podem causar, além de juvenis capturados para o comércio internacional de peixes ornamentais, embora esta atividade seja regulada por sistemas de quotas por agências nacionais.
Alimentando-se de invertebrados bentônicos e pequenos peixes, em cativeiro dificilmente aceita alimentos secos, preferindo alimentos vivos ou congelados.
Quando jovens alimenta-se de alimentos vivos como artêmias, larvas de mosquito e pequenos caracóis. Adultos alimentam-se de peixes vivos, caracóis grandes e pedaços de carnes magras como de peixes, além de camarão e mariscos.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Ordem: Myliobatiformes
Família: Potamotrygonidae
Gênero: Potamotrygon
Espécie: P. leopoldi
Perna de pau
O perna-de-pau, também conhecido como pernilongo-de-costas-negras ou maçaricão (Himantopus mexicanus), é uma ave nativa abundante na América, nos pântanos e na costa, numa área que vai da Califórnia, Golfo do México ao leste, na Flórida e dali até ao sul do Peru, Região Norte do Brasil e Ilhas Galápagos. As aves do norte são migratórias, viajando no inverno para as regiões sul dos Estados Unidos da América e do México, raramente indo até a Costa Rica.
Na América do Sul, o perna-de-pau integra a forma conhecida por Himantopus melanurus.
Os adultos têm longas pernas rosa, um bico comprido e preto e uma extensa faixa branca que se estende na parte inferior do abdome, pescoço e parte da cabeça, que tem sua parte superior preta, assim como a nuca e costas.
O perna-de-pau habita preferencialmente os estuários, regiões lacustres, pantanosas e alagadiças.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Charadriiformes
Família: Recurvirostridae
Gênero: Himantopus
Espécie: H. mexicanus
Tubarão martelo
O tubarão-martelo (Sphyrna spp.) é um gênero de tubarão, característico pelas projeções existentes em ambos os lados da cabeça, onde se localizam os olhos e as narinas.
O tubarão-martelo é um predador agressivo que consome peixes, cefalópodes, raias e outros tubarões. Ocorre em áreas temperadas e quentes de todos os oceanos em zonas de plataforma continental. São animais gregários que se deslocam em cardumes que podem atingir 100 exemplares.
O formato hidrodinâmico lhe proporciona uma maior velocidade na hora de girar a cabeça. E também porta um maior numero de ampolas de Lorenzini, que tem a função de detectar campos magnéticos tão minúsculos quanto o batimento cardíaco de pequenos peixes.
As espécies conhecidas de tubarão-martelo têm um comprimento entre 0.9 a 6 metros. Todas as espécies têm duas projeções, uma de cada lado da cabeça, dado à cabeça o aspecto de um martelo, de onde vem o nome popular da espécie. Os olhos e fossas nasais estão localizados nas extremidades das projeções.
Antes pensava-se que a cabeça em forma de martelo ajudava os tubarões a conseguir comida, dando ao tubarão a habilidade de virar a cabeça com precisão e rapidamente sem perder a estabilidade. Porém, foi descoberto que suas vértebras o permitiam de virar com precisão a cabeça e o resto do corpo. Mas o "martelo" também funciona como uma asa, dando estabilidade a eles quando vão nadar, já que os tubarões-martelo são um dos piores tubarões quando o assunto é manter-se flutuando estavelmente dentro da água.
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Ordem: Carcharhiniformes
Família: Sphyrnidae
Gênero: Sphyrna




























