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Avestruz


O avestruz (Struthio camelus) é uma ave não voadora, originária da África. É a única espécie viva da família Struthionidae, do gênero Struthio e da ordem das Struthioniformes. São considerados a maior espécie viva de ave.
Avestruzes normalmente pesam de 90 a 130 kg, embora alguns avestruzes machos tenham sido registrados com pesos de até 155 kg. Na maturidade sexual (entre 2 e 4 anos de idade), avestruzes machos podem possuir de 1,8 m a 2,7 m de altura, enquanto as fêmeas alcançam de 1,7 m a 2 m. Durante o primeiro ano de vida crescem cerca de 25 cm por mês. Em um ano um avestruz pesa cerca de 45 kg.
Possui dimorfismo sexual: nos adultos, o macho tem plumagem preta e as pontas das asas são brancas, enquanto que a fêmea é cinza. O dimorfismo só se apresenta com um ano e meio de idade.
As pequenas asas vestigiais são usadas por machos como exibição para fins de acasalamento.
As penas são macias e servem como isolante térmico e são bastante diferentes das penas rígidas de pássaros voadores. Possui duas garras em dois dos dedos das asas, sendo a única ave que possui apenas 2 dedos em cada pata. As pernas fortes do avestruz não possuem penas. Suas patas têm dois dedos, sendo que apenas um tem unha enquanto o maior lembra um casco. Seu aparelho digestivo é semelhante ao dos ruminantes e seus olhos, com suas grossas sobrancelhas negras, são os maiores olhos das aves terrestres.
Avestruzes vivem em grupos nómadas de 5 a 50 aves que frequentemente viajam juntos com animais ruminantes, tais como zebras e antílopes, no entanto, a avestruz é um monogástrico. Percorrem longas distâncias à procura de sementes e outros produtos vegetais (que consequentemente faz com que sejam seminómadas); ocasionalmente eles também comem animais como gafanhotos.

Reino:        Animalia
Filo:           Chordata
Classe:       Aves
Ordem:      Struthioniformes
Família:      Struthionidae
Género:      Struthio
Espécie:     S. camelus











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Diabo da Tasmânia


O diabo-da-tasmânia ou demônio-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) é um mamífero marsupial da família Dasyuridae endêmico da ilha da Tasmânia, Austrália. Através do registro fóssil sabe-se que a espécie habitou também a Austrália continental, tendo se extinguido há cerca de três mil anos. As causas do desaparecimento são desconhecidas, mas acredita-se que tenha sido influenciado pela introdução do dingo, pela chegada e expansão dos aborígenes e por influência climática do El Niño durante o Holoceno.
Com uma aparência de urso, que lhe rendeu a descrição científica de Didelphis ursina, é um animal robusto e musculoso. Sua pelagem é escura com manchas brancas na região da garganta, das bochechas e lombar. Os dentes molares são adaptados à sua dieta de carniça. É um caçador pouco eficiente, preferindo animais de pequeno porte. Pode ser encontrado em vários tipos de habitat, incluindo áreas urbanas, mas prefere bosques costeiros e florestas esclerófitas. Noturno e solitário, habita uma área de vida definida, mas não tem tendências territoriais. Ocasionalmente, vários animais se reúnem para se alimentar de uma carcaça, gerando interações agressivas. Promíscuos, acasalam-se uma vez ao ano, gerando ninhadas de dois a quatro filhotes, que são desmamados aos oito meses de idade. É o maior marsupial carnívoro existente, após a extinção do tilacino, e possui convergência ecomorfológica com as hienas.
O diabo-da-tasmânia é endêmico da Austrália, onde pode ser encontrado apenas na ilha da Tasmânia e algumas ilhas costeiras próximas, como Robbins, Bruny e Badger.

 Reino:     Animalia
Filo:         Chordata
Classe:     Mammalia
Infraclasse:     Marsupialia
Ordem:     Dasyuromorphia
Família:     Dasyuridae
Género:     Sarcophilus
Espécie:     S. harrisii

Distribuição geográfica atual (em cinza).





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Vombate


Excremento de vombate.

Os vombates (vombatidae) são uma família de marsupiais originários da Austrália. São quadrúpedes atarracados, com aproximadamente 1 metro de comprimento, com uma cauda curta e grossa. São adaptados em sua tolerância de habitat, são encontrados em áreas florestais, montanhosas e em charnecas do Sul da Austrália, incluindo a Tasmânia, bem como uma faixa isolada de cerca de 300 hectares no Parque Nacional da Floresta de Epping localizado no centro do estado de Queensland.
Os vombates cavam sistemas de tocas e túneis com seus dentes incisivos semelhantes aos dos roedores e com suas poderosas garras. Uma adaptação distinta dos vombates em relação aos outros marsupiais é o fato da abertura da sua bolsa ser virada para trás, assim, não há o problema de cair terra sobre o filhote enquanto a fêmea escava. Apesar de seus hábitos crepusculares e noturnos, os vombates também se aventuram em dias nublados ou frios. Dificilmente são vistos, mas deixam ampla evidência de sua passagem ao passar em cercas, além de seus cubinhos de fezes característicos.
Os vombates são herbívoros; sua dieta consiste principalmente em gramíneas, ciperáceas, ervas, cascas de árvores e raízes. Seus dentes incisivos se parecem com os dos roedores placentários (ratos, camundongos, toupeiras, etc), sendo adaptados para roer vegetação resistente. Tal como vários outros herbívoros mamíferos, eles têm um grande diastema entre os incisivos e os pré-molares, que são relativamente simples.
A coloração dos vombates pode variar da cor-de-areia ao marrom, ou do cinza ao preto. Todas as três espécies conhecidas de vombate medem cerca de 1 metro e pesam entre 20 e 35 kg.
Os vombates fêmeas dão à luz a um único filhote na primavera, após o período de gestação, que, como todo marsupial, pode variar. No caso do vombate: 20 - 21 dias. Eles tem uma bolsa marsupial bem desenvolvida, que o filhote abandona após cerca de 6 - 7 meses. Os vombates são desmamados após 15 meses e chegam à maturação sexual aos 18 meses de idade.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Infraclasse:     Marsupialia
Ordem:     Diprotodontia
Subordem:     Vombatiformes
Família:     Vombatidae


 .

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Numbat


O numbat (Myrmecobius fasciatus) ou mirmecóbio é um mamífero marsupial nativo do sudoeste australiano e o único membro do gênero Myrmecobius e da família Myrmecobiidae.
O numbat é um animal de pequeno porte, medindo entre 18 e 27 cm de comprimento, excluindo a cauda que pode chegar aos 20 cm, e pesando até 500 g. A pelagem é acastanhada a cinzenta e apresenta 6 ou 7 riscas brancas transversais na zona do dorso. A cabeça do numbat é afilada e termina numa boca pequena, repleta de dentes numerosos e afiados. A estrutura interna da boca caracteriza-se pelo palato recuado, à semelhança do que se observa nos placentários pangolins, e é um exemplo de evolução convergente.
O numbat é um animal diurno e solitário, que não tolera outros membros da sua espécie no seu território (de cerca de 150 hectares), tirando na época de reprodução. Apesar de serem animais terrícolas, os numbats são ágeis o suficiente para procurar formigas e térmitas nas árvores. São os únicos marsupiais que se alimentam exclusivamente de insetos, como tal representam um papel importante no controlo das populações de térmitas na Austrália.
A língua do numbat é pegajosa, chega a atingir 10 cm de comprimento e constitui uma adaptação à alimentação à base de formigas e térmitas.
A época de reprodução é anual e ocorre por volta de Dezembro. Cada ninhada contém 2 a 4 filhotes, que vivem agarrados às tetas da mãe por quatro meses. Uma vez que os numbats não têm marsúpio, as crias são protegidas apenas pela pelagem comprida que as fêmeas têm no ventre. Após este período, a fêmea abandona as crias numa toca durante o dia, enquanto procura alimento. Os filhotes começam a alimentar-se sozinhos, em Outubro ou Dezembro já são independentes.
Este animal habita preferencialmente florestas de eucaliptos e zonas de planície seca onde haja árvores mortas.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Marsupialia
Subordem:     Dasyuromorphia
Família:     Myrmecobiidae
Gênero:     Myrmecobius
 



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Dingo



O dingo (Canis lupus dingo) é uma sub-espécie de lobo, assim como o cão doméstico, originária da Ásia e que se encontra actualmente em estado selvagem na Austrália e sudeste asiático. A origem dos dingos permanece incerta mas crê-se que resultem de uma das primeiras domesticações do lobo. Os dingos pesam entre 10 a 24 kg e apresentam pelo curto e amarelado. Ao contrário dos cães, os dingos só se reproduzem uma vez por ano, não ladram e têm dentes caninos mais desenvolvidos. Os dingos não formam alcateias e vivem ou sozinhos, ou em pequenos grupos familiares.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Carnivora
Família:     Canidae
Género:     Canis
Espécie:     C. lupus
Subespécie:     C. l. dingo

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Ornitorrinco


O ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) é um mamífero semiaquático natural da Austrália e Tasmânia. É o único representante vivo da família Ornithorhynchidae, e a única espécie do gênero Ornithorhynchus. Juntamente com as equidnas, formam o grupo dos monotremados, os únicos mamíferos ovíparos existentes. A espécie é monotípica.
O ornitorrinco possui hábito crepuscular e/ou noturno. Carnívoro, alimenta-se de insetos, vermes e crustáceos de água doce. Possui diversas adaptações para a vida em rios e lagoas, entre elas as membranas interdigitais, mais proeminentes nas patas dianteiras. É um animal ovíparo, cuja fêmea põe cerca de dois ovos, que incuba por aproximadamente dez dias num ninho especialmente construído. Os monotremados recém-eclodidos apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca; os adultos não possuem dentes. A fêmea não possui mamas, e o leite é diretamente lambido dos poros e sulcos abdominais. E os machos possuem esporões venenosos nas patas, que são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores. Possui uma cauda similar a de um castor.
As características atípicas do ornitorrinco fizeram com que o primeiro espécime empalhado levado para a Inglaterra fosse classificado pela comunidade científica como um embuste. Hoje, ele é um ícone nacional da Austrália, aparecendo como mascote em competições e eventos e em uma das faces da moeda de vinte centavos do dólar australiano. É uma espécie pouco ameaçada de extinção. Recentes pesquisas estão sequenciando o genoma do ornitorrinco e pesquisadores já descobriram vários genes que são compartilhados tanto com répteis como com as aves. Mas cerca de 82% do seus genes são compartilhados com outras espécies de mamíferos já sequenciadas, como o cachorro, a ratazana e o homem.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Subclasse:     Prototheria
Ordem:     Monotremata
Família:     Ornithorhynchidae
Género:     Ornithorhynchus
Espécie:     O. anatinus

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Faisão do Nepal


Lophophorus impejanus, popularmente conhecido como faisão-do-nepal ou faisão-resplandecente, é uma ave galiforme da família Phasianidae. É considerada a ave-símbolo do Nepal.
O faisão-do-nepal mede aproximadamente 70 cm de comprimento e seu peso varia entre 1,9 e 2,3 kg nos machos e 1,8 e 2,1 kg nas fêmeas. Apresenta acentuado dimorfismo sexual: os machos adultos possuem uma grande crista verde-metálica e a plumagem do corpo é totalmente multicolorida, enquanto as fêmeas são castanho-escuras, com plumagem branca no pescoço e coberteiras superiores da cauda, além de possuirem uma coloração azulada na região periocular.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Aves
Ordem:     Galliformes
Família:     Phasianidae
Género:     Lophophorus
Espécie:     L. impejanus

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Faisão


O faisão é uma ave galiforme de corpo robusto e pernas e asas curtas. O grupo inclui diversos géneros e espécies, muitas delas cinegéticas.
Todas as espécies de faisão apresentam forte dimorfismo sexual, sendo o macho maior e mais colorido que a fêmea. Os machos têm também longas penas posteriores, que se assemelham a uma cauda. As fêmeas incubam os ovos e tratam das crias sozinhas.
Um faisão pode viver até vinte anos. Na natureza ele se alimenta de frutas, raízes, insetos, folhas e verduras. O faisão torna-se maduro sexualmente aos um ou dois anos, dependendo da espécie. Nas condições climáticas brasileiras, ele se reproduz de setembro a dezembro, atingindo o pico máximo em outubro. Em cada postura o número de ovos varia de 15 a 30. O período de incubação é de 22 a 27 dias, variando a espécie.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Aves
Ordem:     Galliformes
Família:     Phasianidae

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Monstro de Gila




O monstro-de-gila (Heloderma suspectum) é um lagarto venenoso da família dos helodermatídeos , encontrado no sudoeste dos E.U.A. e noroeste do México, com até 60 cm de comprimento coloração preta e rosada. É um dos dois únicos lagartos venenosos do mundo (o outro é o Lagarto de contas).
Tem até 60 cm de comprimento, o que faz dele o maior lagarto norte-americano.
Habita o Sudoeste da América do Norte (EUA e México), em regiões desérticas.
Os seus hábitos são principalmente noturnos e terrestres. Move-se lentamente, usando a língua para sentir cheiros deixados na areia e capturar as suas presas.
Chega aos 20 anos de longevidade.
Alimenta-se de aves, de outros lagartos e de todos os ovos que conseguirem encontrar no seu caminho. Também aceitam camundongos e outro roedores. Em cativeiro podem-lhes ser dados camundongos, ratos, vivos ou previamente abatidos, ovos, pedaços de carne, etc, e a dieta deve ser enriquecida com suplemento de vitaminas e cálcio. Animais coletados em seu habitat podem recusar alimento.
Os dimorfismos sexuais são inexistentes visualmente. A determinação do sexo pode ser feita em grandes viveiros, observando-se o comportamento dos animais na estação de acasalamento (que ocorre no verão); mesmo assim, não são todas as fêmeas que cruzam anualmente. Pode-se também usar sexadores para descobrir o sexo do animal. Machos e fêmeas tornam-se mais ativos com a elevação da temperatura, e passam a investigar todo o movimento ao seu redor. Uma vez formado, o par vai se ocultar e realizar o coito.
Depois do acasalamento, o macho deve ser retirado antes que a fêmea ponha os ovos (o que pode levar uma ou duas semanas), para impedir ataques. A mãe oculta os ovos sob a areia.
Incubação: Por volta de 1 mês depois da postura, nascem os novos lagartos. A cada ninhada, nascem de 3 a 15 crias.
Embora os monstros-de-gila vivam no deserto, não apreciam muito o calor: a cor predominante que apresenta - o preto, apesar de combinada com o amarelo, rosa ou laranja - esplandece ao sol, o que provoca o aquecimento excessivo do corpo. Na natureza, durante os meses mais frios, hibernam; nos meses mais quentes, exibem hábitos noturnos e, no restante do ano, ficam ativos durante o dia.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Reptilia
Ordem:     Sauria
Família:     Helodermatidae
Gênero:     Heloderma
Espécie:     H. suspectum

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Texugo

 Texugos são animais de pernas curtas e atarracados, carnívoros que pertencem à família dos mustelídeos (Mustelidae, a mesma família de mamíferos e dos furões, doninhas, lontras, e muitos outros tipos de carnívoros). Existem oito espécies de texugo, divididos nestas três subfamílias: Melinae (texugos da Europa e Ásia ), Mellivorinae (o ratel ou texugo-do-mel), e Taxideinae (o texugo-americano). O texugo fedido asiático do gênero Mydaus costumava ser incluído com os Melinae, mas recentes evidências genéticas indicam que seriam de fato parentes do Velho Mundo dos cangambás (família Mephitidae). Os texugos típicos (Meles, Arctonyx, Taxidea e da espécie Mellivora) têm pernas curtas e são corpulentos. A maxilar inferior é articulada à superior por meio de um côndilo transversal firmemente fixado a uma cavidade longa do crânio, para que a deslocação do maxilar seja quase impossível. Isto permite ao texugo manter a sua presa com uma tenacidade máxima, porém limita o movimento de sua mandíbula a dobrar de forma a abrir e fechar ou escorregar de lado a lado, sem o movimento de torção possibilitado pelas mandíbulas da maior parte dos mamíferos.
O comportamento dos texugos diferencia-se pela família, mas todos se abrigam no subterrâneo, vivendo em túneis chamados tocas. Alguns são solitários, mudando-se de casa em casa, enquanto outros são conhecidos por formarem clãs. O tamanho do clã é variável de 2 para 15. Os texugos são animais ferozes e protegerão seus jovens a qualquer preço. Os texugos são capazes de repelir animais muito maiores como raposas, lobos, coiotes e ursos. Os texugos podem correr ou galopar em até 25–30 km por hora de curto períodos de tempo.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Carnivora
Família:     Mustelidae

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Cão da pradaria


 O cão-da-pradaria é um mamífero roedor da família Sciuridae, classificado no gênero Cynomys. O grupo inclui cinco espécies, todas elas nativas da América do Norte, que habitam as pradarias dos Estados Unidos da América, Canadá e México. O seu nome genérico deriva do grego cyno (cão) + mys (rato).
Os cães-da-pradaria são animais de constituição robusta, com comprimento situado entre 30 a 40 cm, incluindo a cauda, que é relativamente curta. Têm hábitos gregários e vivem em colônias numerosas, constituídas por um ou mais grupos familiares. Cada um destes é composto por um macho, 2 a 4 fêmeas e respectivas crias.

As colônias de cães-da-pradaria habitam um sistema complexo de túneis que pode abarcar vários acres e chegar aos 10 metros de profundidade. Os túneis têm diversas saídas para a superfície e englobam inúmeras cavidades com funções específicas como comer, dormir, cuidar das crias ou passar o tempo. Para além de servirem de habitação aos cães-da-pradaria, os seus túneis têm funções ecológicas importantes no seu ecossistema, servindo como canal de escoamento das águas da chuva para os aquíferos subterrâneos, como travão para a erosão e compactação dos solos. Uma vez abandonados pelos cães-da-pradaria, os túneis mostram-se úteis a muitas outras espécies, principalmente como local de nidificação para aves.
Os cães-da-pradaria têm uma alimentação sobretudo herbívora e complementam a dieta com pequenos insectos. Por outro lado, são a principal fonte de alimento para diversos predadores das pradarias como raposas, doninhas e aves de rapina. Para prevenir estes ataques, há sempre um indivíduo de grupo de vigia, enquanto os restantes membros da colônia se alimentam no exterior. Em caso de perigo, o vigilante emite um grito de alerta, específico para o tipo de predador em causa.
Apesar da sua importância ecológica, os cães-da-pradaria foram caçados em grandes números, sobretudo no século XIX, por serem considerados como ameaça às colheitas. Como resultado disto e do impacto humano no seu meio ambiente, as populações diminuíram bastante. Os cães-da-pradaria são também caçados na Natureza enquanto juvenis para serem criados como mascotes

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Rodentia
Subordem:     Sciuromorpha
Família:     Sciuridae
Subfamília:     Xerinae
Tribo:     Marmotini
Género:     Cynomys

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Bassarisco


  
O bassarisco (Bassariscus astutus) é um mamífero da família procyonidae, que também compreende o guaxinim. O bassarisco vive na América do Norte e seu habitat inclui os estados da Califórnia, Colorado, Oregon, Arizona, Novo México, Nevada, Texas, Utah e vai até o norte do México.
É noturno e bom escalador de árvores. Alimenta-se de frutas, insetos e pequenos vertebrados. Mede de 30 a 45 centímetros de comprimento e sua cauda é semelhante a do guaxinim só que mais comprida e fina. Também é chamado de gato dos mineiros devido a sua semelhança com o felino.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Carnivora
Família:     Procyonidae
Género:     Bassariscus
Espécie:     B. astutus

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Tetraz grande




 O tetraz-grande (Tetrao urogallus) é uma ave galiforme do grupo dos tetrazes. Mede aproximadamente 86 cm e apresenta coloração inteiramente escura e marrom, peito com reflexos verdes e manchas vermelhas ao redor dos olhos.

O som desta espécie já foi muito comum. No entanto, este grande pássaro de caça foi totalmente exterminado na Europa Ocidental até recentemente, mas quando foi reintroduzido com sucesso. Também há uma população na Escandinávia.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Aves
Ordem:     Galliformes
Família:     Phasianidae
Subfamília:     Tetraoninae
Género:     Tetrao
Espécie:     T. urogallus

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Tetraz



Tetraz é o nome comum dado a um grupo de aves galiformes da família Phasianidae, que habita exclusivamente o hemisfério Norte e inclui muitas aves cinegéticas, caçadas por desporto ou para alimentação.
Os tetrazes alimentam-se sobretudo de sementes e bagas, mas também consomem insectos e outros pequenos invertebrados. Na maioria das espécies, o macho controla um grupo familiar composto por várias fémeas, que defende de potenciais rivais. Os tetrazes apresentam dimorfismo sexual significativo, sendo a plumagem dos machos mais elaborada e colorida. Tal como nos faisões, os machos de muitas espécies são adornados por penas sem utilidade prática que usam apenas nos rituais de acasalamento, para atrair potenciais parceiras.

O grupo dos tetrazes já foi classificado numa família separada (Tetraonidae) mas encontra-se actualmente integrado na família Phasianidae.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Aves
Ordem:     Galliformes
Família:     Phasianidae

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Cangambá



 O cangambá (Mephitis mephitis) é um mamífero carnívoro caraterizado pela pelagem preta com listras brancas e por expelir um líquido fétido quando acuado. O cangambá é muitas vezes confundido com o gambá devido ao hábito de ambas espécies usarem de odores fétidos como forma de defesa e aos nomes com semelhança fonética.
Um cangambá adulto tem em média o tamanho de um gato doméstico, variando de 55 a 75 cm de comprimento e pesando entre 1,3 a 4,5 kg. As listras brancas características variam de um espécime a outro, às vezes são largas e nítidas, outras vezes quase inexistentes. O corpo é alongado, com patas curtas e fortes. O rabo é longo e peludo. A cabeça é relativamente pequena, com olhos pequenos e orelhas redondas. O focinho é pontudo. As glândulas de almíscar, responsáveis pelo mau cheiro, são grandes e se localizam na base da cauda.
O cangambá habita campinas e bosques do Canadá ao México. Campos cultivados e matas ciliares provam ser um excelente habitat para esses animais. No Brasil, existe uma espécie muito parecida ao cangambá, chamada Jaratataca

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Carnivora
Família:     Mephitidae
Gênero:     Mephitis
Espécie:     Mephitis mephitis

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Gambá




 O gambá (também chamado mucura, na Amazônia e na Região Sul do Brasil, sarigué, sariguê, saruê ou sarigueia, na Bahia, timbu ou cassaco, de Pernambuco ao Ceará, micurê, no Mato Grosso e raposa, no Paraná, taibu, tacaca, saurê ou ticaca) é um mamífero marsupial que habita desde o sul dos Estados Unidos até a América do Sul. É um dos maiores marsupiais da família dos didelfiídeos. Pertence ao gênero Didelphis. São onívoros. Na natureza, têm, como principal predador, o gato-do-mato (Leopardus spp.), enquanto que, nas cidades, são, frequentemente, atropelados por terem a visão ofuscada pelos faróis e por terem pouca mobilidade – exceto nas árvores. São, por vezes, confundidos com o cangambá (Mephitis mephitis), que, embora semelhante, não é um marsupial, mas um mustelídeo.
Os gambás não vivem em grupos, mas, na época da reprodução, eles formam casais e constroem ninhos com folhas e galhos secos em buracos de árvores.
Seus hábitos são noturnos. Por isso, quando começa escurecer, o gambá sai de seu abrigo para caçar e coletar alimentos. Sendo um animal onívoro, se alimenta praticamente de tudo, como: raízes, frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos (caranguejos encontrados em zonas de manguezais), anfíbios, serpentes, lagartos e aves (ovos, filhotes e adultos).

Embora possuam uma grande diversidade de presas, os gambás são animais de movimentos lentos e de pouca agilidade, exceto para trepar em árvores, utilizando a cauda preênsil.
Os gambás produzem um líquido fétido através das glândulas axilares. Esse líquido é utilizado pelo animal como defesa. Na fase do cio, a fêmea costuma exalar este odor para atrair os machos. Outra estratégia para escapar dos perigos é o comportamento de fingir-se de morto até que o atacante desista. O gambá tem especial predileção por sangue.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Infraclasse:     Marsupialia
Ordem:     Didelphimorphia
Família:     Didelphidae
Subfamília:     Didelphinae
Gênero:     Didelphis

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Queixada



O queixada (Tayassu pecari), também chamado de queixada-ruiva, queixo-ruivo, canela-ruiva, sabacu, sabucu, tacuité, taiaçu, tajaçu, tanhaçu, tanhocati, taguicati, porco-do-mato, pecari, tiririca, miguel, cucu, culo, corretucu, fenômeno e xuxa-preta, é um mamífero artiodátilo da família dos taiaçuídeos. Morfologicamente, é muito semelhante ao caititu (Tayassu tajacu), do qual é simpátrico (compartilha do mesmo habitat). A diferença morfológica entre as duas espécies é que o queixada possui os lábios brancos. Comportamentalmente, o queixada é muito mais agressivo que o caititu.
De hábitos diurnos e terrestres, é encontrado desde o Sul do México até o Nordeste da Argentina. Possui cerca de 1 metro de comprimento e pelagem negra com o queixo branco. Vive em bandos que chegam a somar mais de trezentos indivíduos.

Esse animal é amplamente considerado o mais perigoso dos taiassuídeos; diferentemente de seus tímidos parentes, os queixadas atacam de forma agressiva qualquer inimigo, se acuados e, quando um deles está ferido, é normal todo o bando voltar-se para defendê-lo. Há relatos de onças e, até mesmo, porém mais raramente, de humanos que foram mortos por bandos de queixadas furiosos.
Alimenta-se de frutas, sementes, brotos, raízes e folhas, e também de pequenos invertebrados e presas como sapos, lagartos e filhotes de aves. A gestação dura aproximadamente 160 dias, após o que nascem, em geral, dois filhotes.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Artiodactyla
Família:     Tayassuidae
Gênero:     Tayassu
Espécie:     Tayassu pecari

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Veado campeiro



 O veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), também chamado veado-branco, veado-galheiro, suaçutinga e suaçuapara', é um veado campestre, encontrado em grande parte da América do Sul, ao sul da Amazônia. Tais cervídeos medem cerca de 1 metro de comprimento, com pelagem dorsal marrom, contorno da boca, círculo ao redor dos olhos e barriga brancos e galhada com três pontas e cerca de 30 cm de altura.
Este veado é encontrado mais comumente sozinho ou em grupos de até três animais; porém, já foram encontrados grupos de até 11 indivíduos. Possuem chifres de três pontas que podem alcançar 30 cm de comprimento; sua galhada é composta de dois chifres: um galho cuja ponta é voltada para frente e o outro com duas pontas, para trás. Esta composição começa a aparecer após o terceiro ano de vida do animal.

São animais extremamente ágeis, podendo correr a 70 km/h e pular obstáculos sem diminuir a velocidade. Os saltos são suficientes para cruzar pequenos rios; quando não, nadam com facilidade.
A hierarquia social é determinada através de disputas nas quais os machos empurram seus adversários com os chifres, numa prova de força. Esta disputa não tem por objetivo perfurar o oponente e o dano mais comum é a quebra de algumas pontas; porém podem ocorrer casos de perfuração.

Sua população está bastante reduzida por causa da caça, da febre aftosa (transmitida pelo gado), das queimadas e da perda do habitat natural, decorrente da ocupação agropecuária do cerrado e pampas. Ironicamente, muitos fazendeiros culpam o veado pela disseminação da febre aftosa e acabam abatendo o animal para proteger o gado.
Alimentam-se essencialmente de gramíneas, e desprezam os capins mais adequados para o gado. Porém se alimentam de outras plantas que quase nenhum outro animal come como o alecrim-do-campo, o assa-peixe, o capim-favorito e vagens de barbatimão.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Artiodactyla
Família:     Cervidae
Gênero:     Ozotoceros
Espécie:     O. bezoarticus

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Raposa do ártico





 A raposa-do-ártico (Alopex lagopus), também conhecida por raposa-polar, é uma raposa de pequenas dimensões habitante do Hemisfério Norte. Embora alguns classificadores as relacionem ao gênero Vulpes, este animal é considerado atualmente como o único membro do gênero Alopex.
Mede de 50 cm a 1 metro de comprimento e possui 28 cm de altura até os ombros. Pesa de 2,5 a 7 kg. Vive de 3 a 10 anos e atinge a maturidade aos 10 meses.

A pelagem da raposa varia conforme a estação do ano, branca no inverno e castanho-parda no verão. A camada de pelo externo da raposa cobre uma densa e espessa camada de pelo inferior. Tem pequenas orelhas revestidas de pelo que ajudam a reter o calor. As patas são relativamente grandes para evitar que o animal afunde na neve fofa e têm pelo lanudo nas patas que funciona como isolante e antiderrapante. A cauda é pequena, espessa e densa, com até 30 cm de comprimento.
As raposas do ártico caçam lemingues, ratos e outros pequenos mamíferos. Também apanham caranguejos e peixes na costa, bem como aves marinhas e seus ovos. A carne putrefata é uma parte importante da sua dieta; elas seguem os ursos polares para se banquetearem com os restos das suas matanças de focas. As raposas do ártico também comem bagas. Em épocas de fartura, armazenam as sobras de carne em suas tocas, alinhando ordenadamente aves sem cabeça ou cadáveres de mamíferos. Essas reservas são consumidas nos meses de inverno.

A raposa do ártico suporta temperaturas muito baixas, de até -50 °C.
No folclore escandinavo, acreditava-se que as raposas do ártico provocavam a Aurora Boreal, ou Luzes do Norte, que brilham no céu noturno. Em finlandês, a antiga palavra para Aurora Boreal era "revontulet", que significa fogo da raposa.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Mammalia
Ordem:     Carnivora
Família:     Canidae
Gênero:     Alopex
Espécie:     Alopex lagopus

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Tarambola dourada



A tarambola-dourada (Pluvialis apricaria) é uma ave da família Charadriidae.
Maior que os borrelhos, caracteriza-se pela plumagem acastanhada com pintas brancas, pelo bico espesso e curto e pelas patas pretas. Frequenta terrenos agrícolas, muitas vezes na companhia de abibes.
Nidifica nas montanhas do norte da Europa e inverna no sul do continente. Em Portugal ocorre durante os meses mais frios.

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Aves
Ordem:     Charadriiformes
Família:     Charadriidae
Gênero:     Pluvialis
Espécie:     P. apricaria

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